APERS marca presença no 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH, em Belo Horizonte
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Entre 13 e 18 de julho ocorreu no campus da UFMG, em Belo Horizonte, o maior evento do campo da História no país, com cerca de 6.000 profissionais. O Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul marcou presença com apresentações de suas ações educativas em Simpósio Temático voltado ao Ensino de História e em Painel de Iniciação Científica. Além disso, participou de visita técnica ao Arquivo Público Mineiro e de conferências, palestras e roteiros de patrimônio.
Desde 2024 vem sendo desenvolvida uma oficina de educação patrimonial voltada aos estudos sobre o pós-abolição. O trabalho ganhou corpo ao longo de 2025 e tem previsão de lançamento de uma temporada piloto ainda este ano. O projeto realizado no âmbito do Programa de Educação Patrimonial (PEP) UFRGS-APERS foi apresentado com o título "Ensino de História e Pós-Abolição: considerações sobre a nova oficina do Programa de Educação Patrimonial UFRGS - APERS", em parceria com a professora Leticia Brandt Bauer (UFRGS), na segunda sessão do Simpósio Temático 047 "Emancipações e Pós-Abolição: ensino de história, educação das relações étnico-raciais e antirracismo". Você pode conferir os slides apresentados clicando aqui.
O PEP também contou com a participação da sua bolsista Marina Ribeiro Vieira, que apresentou pôster no Painel de Iniciação Científica, no qual detalhou a construção de uma das sete caixas educativas da nova oficina, a que trabalha as histórias de Jaime Azevedo e João Eugênio da Silva, a partir de dois processos-crime de 1941.
O material didático contará com obras da artista e ilustradora Ana Luiza Koehler desenhadas exclusivamente para a oficina. Ana Luiza está ajudando a equipe pedagógica a imaginar cenas que retratam os espaços, as histórias e as trajetórias contidas nos documentos. A ação educativa, aos moldes de outras experiências do PEP (como a oficina Resistência em Arquivo) trabalhará a partir de 7 caixas educativas que contarão, a partir de um processo investigativo, as histórias de pessoas negras que viveram na cidade de Porto Alegre entre o final do século XIX e o início do século XX, valorizando sua agência e participação nos campos intelectual, profissional, religioso e social. As histórias abordam o associativismo e a ajuda mútua, a inserção profissional, as irmandades religiosas, o combate ao preconceito, a imprensa negra, os espaços de sociabilidade, mobilizando o acervo do APERS a partir de questões que continuam urgentes no presente, como a justiça, a liberdade e a cidadania.
Além das apresentações realizadas, também foi feita uma visita técnica ao Arquivo Público Mineiro mediada pelo Coordenador de Acesso à Informação e Pesquisa e historiador Ygor Souza. Ygor discorreu sobre a história da instituição, que completa 130 anos em 2025, e do seu acervo documental que remonta ao início do século XVIII. Durante o percurso pelo conjunto arquitetônico do APM, apresentou os espaços de guarda documental em seus diversos suportes (papel, microfilme, papel fotográfico, negativo, daguerreótipo) e as áreas de atendimento ao público, discorreu sobre acesso, preservação do acervo e pequenos reparos/encadernação, microfilmagem e digitalização. A visita ao APM aponta para a importância da troca de experiências entre as instituições arquivísticas estaduais que, apesar das diferenças de escala e de constituição de seus acervos, tem muito a aprender com as práticas umas das outras. O APERS sai enriquecido e com múltiplos aprendizados para trazer para casa. A cortesia da visita será certamente devolvida aos colegas do APM em futura passagem por Porto Alegre.
A participação no 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH também proporcionou oportunidades para acompanhar palestras, mesas-redondas e apresentações de trabalhos de profissionais e instituições de todo o país, reforçando parcerias já estabelecidas e abrindo espaço para a construção de novos laços que possam resultar em projetos no futuros.





