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APERS marca presença no 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH, em Belo Horizonte

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Imagem dividida em duas partes. À esquerda, uma fotografia mostra uma mão segurando uma ecobag bege com a arte do 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH, realizado entre os dias 13 e 18 de julho de 2025, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A arte impressa na sacola apresenta uma ilustração estilizada de uma figura feminina formada por linhas coloridas em laranja e azul, transmitindo movimento. Abaixo da ilustração, estão os logotipos da ANPUH, UFMG, FAFICH e CAPES.

Ao fundo, vê-se um céu nublado, árvores e parte de edifícios em uma área externa, possivelmente no campus universitário onde ocorreu o evento.

À direita da imagem, sobre um fundo em tom bege degradê, está escrito em letras grandes e pretas:
"APERS marca presença no 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH, em Belo Horizonte".
APERS marca presença no 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH, em Belo Horizonte - Foto: Gabriel Gaziero / APERS
Por Gabriel Gaziero/ Historiador APERS

Entre 13 e 18 de julho ocorreu no campus da UFMG, em Belo Horizonte, o maior evento do campo da História no país, com cerca de 6.000 profissionais. O Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul marcou presença com apresentações de suas ações educativas em Simpósio Temático voltado ao Ensino de História e em Painel de Iniciação Científica. Além disso, participou de visita técnica ao Arquivo Público Mineiro e de conferências, palestras e roteiros de patrimônio.

Desde 2024 vem sendo desenvolvida uma oficina de educação patrimonial voltada aos estudos sobre o pós-abolição. O trabalho ganhou corpo ao longo de 2025 e tem previsão de lançamento de uma temporada piloto ainda este ano. O projeto realizado no âmbito do Programa de Educação Patrimonial (PEP) UFRGS-APERS foi apresentado com o título "Ensino de História e Pós-Abolição: considerações sobre a nova oficina do Programa de Educação Patrimonial UFRGS - APERS", em parceria com a professora Leticia Brandt Bauer (UFRGS), na segunda sessão do Simpósio Temático 047 "Emancipações e Pós-Abolição: ensino de história, educação das relações étnico-raciais e antirracismo". Você pode conferir os slides apresentados clicando aqui.

A imagem retrata uma apresentação em uma sala de aula. Duas pessoas estão em pé na frente da sala: à esquerda, uma pessoa com casaco vermelho; à direita, uma pessoa com camisa branca. Ambas têm os rostos desfocados. Ao fundo, um projetor exibe imagens relacionadas ao tema da apresentação. Diversas pessoas estão sentadas, assistindo à exposição. No quadro branco atrás dos apresentadores, é possível ler algumas anotações: “CAD 2”, “4ª feira” e “UFRGS”.

Essa apresentação é conduzida por Gabriel Gaziero (APERS) e Letícia Bauer (UFRGS), e trata da nova oficina em desenvolvimento pelo Programa de Educação Patrimonial UFRGS-APERS (PEP), voltada aos estudos sobre o pós-abolição.
Apresentação de Gabriel Gaziero (APERS) e Letícia Bauer (UFRGS) da nova oficina em desenvolvimento pelo PEP. - Foto: Gabriel Gaziero/ APERS
A imagem mostra uma sala de aula durante uma apresentação. Quatro pessoas estão sentadas à frente da sala, formando uma mesa redonda. Da esquerda para a direita: uma pessoa utiliza um laptop, duas estão com as mãos no colo e uma segura um papel. Atrás delas, há um quadro branco com anotações e um projetor exibindo uma tela azul clara. O público está sentado em carteiras voltadas para os apresentadores.

Contexto:
Da esquerda para direta estão: Melina Perussatto (UFRGS), Gabriel Gaziero (APERS), Geovanna Moares de Almeida (UFAC) e Letícia Bauer (UFRGS).
Equipe do PEP apresentando a nova oficina em desenvolvimento sobre pós-abolição. - Foto: Gabriel Gaziero/ APERS

O PEP também contou com a participação da sua bolsista Marina Ribeiro Vieira, que apresentou pôster no Painel de Iniciação Científica, no qual detalhou a construção de uma das sete caixas educativas da nova oficina, a que trabalha as histórias de Jaime Azevedo e João Eugênio da Silva, a partir de dois processos-crime de 1941.

A imagem mostra três pessoas em pé, lado a lado, posando para uma foto. À esquerda, uma pessoa veste jaqueta jeans e calças escuras. No centro, outra pessoa usa uma camiseta branca com um desenho colorido e calças largas de cintura alta. À direita, a terceira pessoa está com um vestido preto, leggings pretas, tênis cinza claro e um cachecol azul. Ao fundo, há pôsteres científicos ou informativos dispostos em painéis verticais, além de outras pessoas circulando. O ambiente parece ser externo, mas coberto ou semi-coberto, com pilares brancos e luminárias pendentes no teto.
Painel de Iniciação Científica com apresentação de pôster sobre o desenvolvimento da nova oficina do PEP por Marina Ribeiro. - Foto: Gabriel Gaziero/ APERS

O material didático contará com obras da artista e ilustradora Ana Luiza Koehler desenhadas exclusivamente para a oficina. Ana Luiza está ajudando a equipe pedagógica a imaginar cenas que retratam os espaços, as histórias e as trajetórias contidas nos documentos. A ação educativa, aos moldes de outras experiências do PEP (como a oficina Resistência em Arquivo) trabalhará a partir de 7 caixas educativas que contarão, a partir de um processo investigativo, as histórias de pessoas negras que viveram na cidade de Porto Alegre entre o final do século XIX e o início do século XX, valorizando sua agência e participação nos campos intelectual, profissional, religioso e social. As histórias abordam o associativismo e a ajuda mútua, a inserção profissional, as irmandades religiosas, o combate ao preconceito, a imprensa negra, os espaços de sociabilidade, mobilizando o acervo do APERS a partir de questões que continuam urgentes no presente, como a justiça, a liberdade e a cidadania.

A imagem está dividida em quatro quadrantes numerados de 1 a 4, representando diferentes estágios do desenvolvimento de uma ilustração.

Quadrante 1: Um esboço inicial em preto e branco mostra três homens conversando em frente a um balcão de bar. Ao fundo, há prateleiras com garrafas e uma placa com os dizeres "Café". Um dos homens está com a mão direita levantada, como se estivesse gesticulando.

Quadrante 2: O esboço está mais detalhado e inclui mais pessoas no ambiente. Há figuras sentadas e em pé ao redor do bar, criando uma atmosfera mais movimentada e social.

Quadrante 3: O desenho está ainda mais refinado, com detalhes nas roupas das pessoas e nos objetos do ambiente. A placa ao fundo agora diz "Café Nacional" e há mais elementos decorativos visíveis.

Quadrante 4: A versão final colorida da ilustração mostra as pessoas com roupas em tons variados. O bar está bem definido, com prateleiras cheias de garrafas e itens decorativos, transmitindo uma sensação vibrante do local.
Evolução das ilustrações em desenvolvimento feitas pela artista Ana Luiza Koehler para a nova oficina do PEP. - Foto: Gabriel Gaziero / APERS

Além das apresentações realizadas, também foi feita uma visita técnica ao Arquivo Público Mineiro mediada pelo Coordenador de Acesso à Informação e Pesquisa e historiador Ygor Souza. Ygor discorreu sobre a história da instituição, que completa 130 anos em 2025, e do seu acervo documental que remonta ao início do século XVIII. Durante o percurso pelo conjunto arquitetônico do APM, apresentou os espaços de guarda documental em seus diversos suportes (papel, microfilme, papel fotográfico, negativo, daguerreótipo) e as áreas de atendimento ao público, discorreu sobre acesso, preservação do acervo e pequenos reparos/encadernação, microfilmagem e digitalização. A visita ao APM aponta para a importância da troca de experiências entre as instituições arquivísticas estaduais que, apesar das diferenças de escala e de constituição de seus acervos, tem muito a aprender com as práticas umas das outras. O APERS sai enriquecido e com múltiplos aprendizados para trazer para casa. A cortesia da visita será certamente devolvida aos colegas do APM em futura passagem por Porto Alegre.

A imagem apresenta a fachada de um edifício histórico pintado de amarelo, com detalhes arquitetônicos ornamentados em branco. Na parte superior, há três janelas altas e arqueadas. Abaixo delas, encontra-se uma porta centralizada, em frente à qual estão hasteadas duas bandeiras: a do Brasil à esquerda e a de Minas Gerais à direita. A entrada principal é acessada por uma escadaria de tijolos vermelhos que leva até um portão de ferro decorado, ladeado por dois pilares amarelos com detalhes brancos no topo. No pilar à esquerda, há uma placa com o número "372". Ao fundo, vê-se parte de um prédio moderno e algumas árvores ao redor do edifício histórico.
Visita técnica ao Arquivo Público Mineiro (APM). - Foto: Gabriel Gaziero / APERS
A imagem retrata uma sala com várias pessoas interagindo em um ambiente de trabalho colaborativo. No centro, há uma mesa grande cercada por cadeiras, onde algumas pessoas estão sentadas e outras em pé. À esquerda, vê-se armários de arquivo metálicos e prateleiras contendo documentos. Ao fundo, estantes de madeira organizam livros e pastas. A iluminação do espaço é feita por lâmpadas fluorescentes fixadas no teto. Uma das pessoas está apontando para algo fora do enquadramento da imagem, enquanto as demais observam ou conversam entre si. O cenário sugere um ambiente funcional, possivelmente uma área de trabalho compartilhada dentro do Arquivo Público Mineiro.
Visita técnica ao APM, mediada pelo historiador e Coordenador de Acesso à Informação e Pesquisa Ygor Souza. - Foto: Gabriel Gaziero / APERS

A participação no 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH também proporcionou oportunidades para acompanhar palestras, mesas-redondas e apresentações de trabalhos de profissionais e instituições de todo o país, reforçando parcerias já estabelecidas e abrindo espaço para a construção de novos laços que possam resultar em projetos no futuros.

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