APERS marca presença no 12º Encontro de Escravidão e Liberdade
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Entre os dias 24 e 27/09, Emmily Soares Bernardes e Eduarda Centeno Dias, estagiárias do Educativo do APERS, participaram do 12º Encontro de Escravidão e Liberdade em Florianópolis. Emmily apresentou um pôster com os resultados parciais de sua pesquisa sobre sociabilidades negras no século XIX desenvolvida como parte de seu estágio não-obrigatório e de seu TCC. Eduarda pesquisa, em seu TCC, as relações de raça, gênero e maternidade durante a escravidão e participou do evento como ouvinte.
A pesquisa apresentada por Emmily se desenvolveu em meio à construção da nova oficina educativa do APERS, voltada para o campo de estudos do pós-abolição. A partir do processo-crime nº 2984 da comarca de Porto Alegre, de 1892, que compõe o acervo judiciário, foi estudado o grupo de pessoas envolvidas em um caso de assassinato. Utilizando outros documentos do APERS, como inventários e processos-crime, e outras fontes como registros paroquiais e fontes da imprensa, a pesquisa revela uma complexa rede de conexões e sociabilidades negras na Porto Alegre oitocentista. Música erudita, clubes carnavalescos e becos marcados pela boemia se interconectam nas trajetórias de pessoas negras livres. O pôster apresentado pode ser conferido clicando aqui.
Além da apresentação do pôster, o evento promoveu sessões e comunicações orais sobre variados temas dentro do campo de estudos sobre escravidão e liberdade. A conferência de abertura foi ministrada pela diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima, e mediada pela professora-pesquisadora e coordenadora do evento Beatriz Mamigonian.
A pesquisa de Emmily contribui para a construção da nova oficina através da formulação de uma caixa pedagógica. As mediações-piloto da oficina iniciam no mês de novembro. O desenvolvimento e a execução da oficina está vinculado ao Programa de Educação Patrimonial (PEP), parceria entre o APERS e a UFRGS, coordenado por Leticia Brandt Bauer, Gabriel Gaziero e Carla Simone Rodeghero e construída em parceria com as professoras-pesquisadoras Melina Kleinert Perussatto e Sarah Calvi Amaral Silva.