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Representantes do Apers participam da 2ª Conferência Nacional de Arquivos, realizada após 15 anos

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Auditório cheio, com público levantando cartões durante votação, voltado para o palco onde ocorre uma conferência.
Plenária final realizada no dia 28.06, no Auditório do DNIT, em Brasília.
Por Felipe Michalski, Ascom/SPGG | Edição Divulga APERS

O Arquivo Público do Rio Grande do Sul (Apers), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), participou, entre os dias 26 e 28 de maio, da etapa nacional da 2ª Conferência Nacional de Arquivos (Cnarq). O evento ocorreu em Brasília e teve como tema “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia”. O encontro reuniu representantes de todas as regiões do país.

A plenária de abertura contou com a presença da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; das ministras da Cultura, Margareth Menezes, da Igualdade Racial, Raquel Barros, e dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello; das secretárias nacionais de Participação Social e de Articulação e Promoção dos Direitos Indígenas, Isadora Gama Brito e Giovana Mandulão; além da diretora do Arquivo Nacional, Monica Lima. Em sua manifestação, Monica destacou o papel estratégico dos arquivos para a sociedade brasileira. “Os arquivos dialogam com as dinâmicas sociais, com as disputas pela memória, com o acesso à informação, com a transparência pública e com a valorização da diversidade cultural e histórica do país”, afirmou. A diretora também ressaltou a importância da conferência como espaço de construção coletiva de políticas públicas para o setor. “Ao reunir diferentes experiências, saberes e trajetórias, esta conferência reafirma a importância do Arquivo Nacional como instituição de referência na defesa da memória social brasileira e na construção de políticas voltadas ao acesso à informação, à preservação documental e à garantia de direitos”, complementou.

O Rio Grande do Sul esteve presente com uma comitiva de 16 representantes, entre integrantes da sociedade civil e do poder público. O Arquivo Público esteve representado pela diretora Carla Segatto, delegada nata pela Rede de Arquivos Públicos Estaduais e do Distrito Federal, e pela historiadora Clarissa Sommer, representante eleita do Poder Executivo Estadual.

Plano aproximado de auditório com público sentado, observado de perto, assistindo a uma apresentação fora de quadro.
Carla Segatto, Camila Lacerda e Clarissa Sommer, delegadas do Rio Grande do Sul

Nos debates, a delegação gaúcha priorizou temas estratégicos para o fortalecimento da Política Nacional de Arquivos. Um dos eixos centrais foi a necessidade de ampliar a integração entre gestão documental e transparência pública, buscando reforçar o papel dos arquivos como instrumentos fundamentais para a garantia de direitos e controle social. Também foram debatidas propostas para o aprimoramento da preservação de acervos físicos e digitais, com ênfase na sustentabilidade das políticas arquivísticas e na ampliação do acesso da população aos documentos públicos.

Plenária de Abertura da 2CNArq contou com a presença de Esther Dweck, Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, ministras da Cultura, da Igualdade Racial, e dos Direitos Humanos e Cidadania, Margareth Menezes, Raquel Barros e Janine Mello, a secretárias nacionais de Participação Social e de Articulação e Promoção dos Direitos Indígenas, Isadora Gama Brito e Giovana Mandulão, e a diretora do Arquivo Nacional, Monica Lima. Auditório amplo com público sentado, assistindo a uma mesa de conferência no palco e a uma apresentação projetada em telão ao fundo.
Plenária de Abertura da 2CNArq

Porém, a pauta de destaque da participação gaúcha esteve relacionada aos eventos climáticos extremos. A delegação levou à Conferência a experiência recente do Estado com as enchentes, seus impactos sobre acervos documentais e defendeu a inclusão de medidas estruturadas de prevenção de riscos, elaboração de planos de contingência, preparação para emergências e protocolos de recuperação de acervos atingidos nas políticas nacionais.

“Os eventos climáticos extremos têm demonstrado, de forma cada vez mais evidente, como os acervos documentais estão vulneráveis a esses acontecimentos. É fundamental que os órgãos públicos avancem na construção de políticas arquivísticas que incorporem a gestão de riscos, a preparação para emergências e estratégias de preservação, inclusive digital, para garantir que a memória institucional e o acesso à informação não sejam comprometidos”, apontou a diretora do APERS, Carla Segatto.

Auditório com público sentado em fileiras de cadeiras azuis, assistindo a uma apresentação projetada em tela ao fundo, onde uma pessoa está em pé falando. O ambiente é interno, bem iluminado, com teto branco e sistema de ventilação visível.
Discussão no Eixo 1 “Marco Legal, Governança Arquivística e Perspectivas para uma Política Nacional de Arquivos”

Outro ponto abordado foi a defesa do fortalecimento institucional dos arquivos públicos, com ampliação de recursos, infraestrutura adequada e valorização dos profissionais da área. A delegação gaúcha também destacou a importância da articulação entre diferentes níveis de governo e da cooperação entre instituições para garantir maior eficiência na proteção do patrimônio documental.

Após 15 anos, a realização da 2ª Conferência Nacional de Arquivos marcou a retomada de um espaço fundamental de participação e construção coletiva para o setor arquivístico brasileiro. O encontro reuniu diferentes experiências, perspectivas e realidades regionais em torno de um objetivo comum: fortalecer as políticas públicas de arquivos e reafirmar o papel estratégico dessas instituições para a cidadania, a democracia e a garantia de direitos.

Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul