29 de janeiro – Dia Nacional da Visibilidade Trans
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Comemorado há mais de duas décadas no Brasil, o 29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans e, para além da efeméride, uma marca de luta por acesso a direitos por parte de um grupo de pessoas contra o apagamento social.
No que tange aos arquivos, essa temática deve ser amplamente difundida e promovida como campo de trabalho e pesquisa que possam subsidiar políticas públicas e transformações sociais e culturais.
Um projeto pioneiro, e que buscou ampliar o conhecimento sobre acervos que versam sobre o tema LGBTQIAPN+, foi a publicação do Arquivo Público do RS do catálogo “ARQUIVO LGBTQIAPN+ Levantando documentos para outras histórias”de autoria do historiador Rodrigo de Azevedo Weimer. Nele, o pesquisador encontra verbetes, uma forma de descrição arquivística, sobre fontes documentais entre os anos de 1942 e 1964 que dão suporte a pesquisa sobre a história LGBTQIAPN+ do Rio Grande do Sul.
Iniciativas como esta buscam realçar grupos sociais muitas vezes invisibilizados, da mesma forma que apresentam à sociedade documentos com informações antes não percebidas, possibilitando o acesso a conjuntos documentais capazes de construir histórias de pertencimento, de favorecer a ampliação de direitos e de servir de fonte para construção de novos conhecimentos.
Com isso, nos seus quase 120 de criação, o APERS segue atuando na preservação do patrimônio documental do estado, respeitando a diversidade dos sujeitos que viveram e vivem no Rio Grande do Sul.
Uma das funções primordiais dos arquivos públicos é dar acesso aos seus conjuntos documentais e por meio destes, ampliação de direitos e desenvolvimento de um maior sentido de pertencimento por parte de todos os grupos sociais.
O Arquivo Público do RS segue atuando há quase 120 anos na missão de preservar o patrimônio documental do Estado do Rio Grande do Sul.